terça-feira, 21 de novembro de 2017

Duas dicas de boa companhia pra você!


Bom dia!!

Eu sei que ficar sozinha(o), às vezes, é bom. É até mesmo necessário um tempo com a gente mesmo... Mas isolar-se sempre, esquivar-se das companhias e boas conversas é prejudicial.
Já parou para perceber que principalmente quando estamos sozinhas(os) é que temos tempo para pensar, repensar, relembrar, criar, aumentar, e choramingar os problemas?
Por vezes o problema nem diz respeito a nós mesmas(os) mas sim ao comportamento de uma outra pessoa...
Quando temos boas companhias, os problemas parecem diminuir, nos sentimos mais fortes, mais felizes, e até nos esquecemos daquele problemão que guardávamos a sete chaves, constantemente, em nossos pensamentos.
"Quando a boca cala, o corpo fala"... Muitas vezes adoecemos engasgadas(os) com nossas palavras sufocadas... Entretanto, conversar com as pessoas certas, nos traz uma sensação de alívio e de serenidade para lidar com os desafios, pois conseguimos enxergá-los por um ângulo mais real.
Por isso decidi fazer esse vídeo que dividi em duas partes: a primeira sobre os grupos de apoio e a segunda sobre uma rede de amizade que criamos aqui nos blogs. Assista os dois até o final. Inspire-se. Cuide de você!

Eu seguro a minha mão na sua e uno o meu coração ao seu, para que juntas(os) possamos fazer o que sozinha eu não consigo!

"Tamo junto!"





quinta-feira, 16 de novembro de 2017

800.500 obrigados!!



Parece que foi ontem que tudo começou...
Um blog que nasceu em meio a dores (como um parto), mas que tem dado lindos frutos!
Obrigada a você que veio até aqui, que se sentiu acolhido, que divulgou esse espaço, que torceu pela história da blogueira que narrava seus desafios diários...
Simplesmente obrigada!!
E vamos que vamos, temos ainda muito a aprender e a crescer... A vida não para!!

"Eu seguro a minha mão na sua e uno o meu coração ao seu para que juntos possamos fazer o que sozinha eu não consigo..."

Algumas atitudes da família codependente e uma breve apresentação da Poly.

Bom diaaa!!
Como foi o feriado de vocês? Tudo em paz?
Bom, menin@s, nesse vídeo abaixo faço uma breve apresentação sobre mim, sobre os trabalhos desenvolvidos, sobre o motivo de eu estar aqui, e sobre a importância de deixarmos de ser "sombra" do outro.
A verdade é que quando NÓS mudamos, TUDO muda!! Confira o vídeo! ;)



Querid@s, muito cuidado com a inversão de papéis e com essa mania de colocarmos o dependente químico no "centro" da família... Com tanta paparicação e sem responsabilidades, parar de usar drogas pra quê?! Né?!
Nosso décimo-terceiro vídeo (abaixo) já está no canal!



Fiquei sabendo ontem que quanto mais likes, mais o youtube divulga os vídeos para outras pessoas que pesquisam termos relacionados aos temas abordados, então se gostarem, dêem um joinha para ajudar na divulgação... Obrigada!

Grande beijo!
Fiquem com Deus!

terça-feira, 14 de novembro de 2017

A insanidade da codependência... Até quando?!


Bom diaaa!

Eu gostaria, de coração, que todas as famílias pudessem ouvir isso...
Porque, no fundo, eu gostaria de ter tido a oportunidade de ouvir isso antes, de poder ter falado isso para meus familiares que já partiram (afundados na codependência), pois evitaria tanta dor desnecessária...
Cuidem-se!



segunda-feira, 13 de novembro de 2017

O rombo financeiro da dependência química.

Bom dia!!

Chegamos ao nosso décimo vídeo!!

Tema, sem dúvida, relevante para as famílias que convivem com dependentes químicos: a questão financeira.

Dar ou não dinheiro ao usuário? Atribuir ou não responsabilidades a ele? Como nos proteger desse rombo financeiro?

E não deixe de ver no final do vídeo a resposta a uma mãe que questiona: "e quando ele não quer parar de usar, o que fazer?"

Querid@s, espero de coração estar conseguindo repassar a ajuda que um dia chegou até mim...

Grande abraço!
Fique com Deus!



sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Os estágios motivacionais da dependência química e os 3 C's libertadores!


Bom dia, querid@s!

No vídeo abaixo, estamos abordando sobre os estágios motivacionais da dependência química. Você sabe o que é pré-contemplação, contemplação, ação e recaída?
Além disso, você conhecerá (ou relembrará) os três C's, reconhecendo que "eu não causei", "eu não controlo" e "eu não curo" e sentindo-se livre de um peso que não deve ser seu!!
Tire o seu familiar dos ombros, carregue-o apenas no coração...
E tenha fé!! Sempre!!






quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Sobre internação e tratamentos.

Bom dia!!

Nesse vídeo estamos abordando temas sobre internação voluntária, involuntária e compulsória; como agir nas visitas durante a internação; outros "tratamentos" para dependência química e ainda sobre ibogaína.

Quer saber mais sobre a ibogaína?
Deixarei abaixo vários links de postagens que fiz sobre o tema, inclusive quando o meu familiar foi submetido a esse tratamento.



Ibogaína. (junho/2011)
A santa ibogaína? (novembro/2014)
Diário de um tratamento com ibogaína - primeiro dia. (15/12/2014)
Diário de um tratamento com ibogaína - segundo dia. (16/12/2014)
Diário de um tratamento com ibogaína - terceiro dia. (17/12/2014)
Diário de um tratamento com ibogaína - quarto dia. (18/12/2014)
Diário de um tratamento com ibogaína - quinto e último dia. (19/12/2014)
Diário de um tratamento com ibogaína - os dias seguintes. (dezembro/2014)
Onde fazer o tratamento com ibogaína? (março/2015)

Vale a pena ler... Eu tinha muita curiosidade sobre esse tratamento...
Como disse a vocês, não existe tratamento milagroso.


Grande beijo!
Fiquem com Deus!

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Amor que transborda nas redes em forma de recuperação... TMJ!


Bom dia!
Tudo bem?

Em pouco mais de uma semana postamos nossos sete primeiros vídeos, onde abordamos temas como: 

1. A codependência como a doença da perda da alma; 
2. Quantos codependentes em média existem e será que estamos sozinhos? 
3. Como encarar os pitacos alheios e praticar o desligamento; 
4. Como agir diante do preconceito e do peso da culpa; 
5. Como lidar com as recaídas do familiar dependente químico; 
6. Quais são as fases da codependência e os benefícios da aceitação; e 
7. As diferenças entre amor e codependência e a necessidade fundamental de amor-próprio.

Ainda temos temas sugeridos para postar nesta semana (se Deus quiser!), como problemas financeiros nas famílias de dependentes, tipos de internação e como agir nas visitas, além de alguns assuntos que nos levam à reflexão.

Agradeço a vocês que enviaram os temas em forma de perguntas, histórias ou sugestões, e espero, de coração, estar conseguindo ajudar de alguma forma... 

Foram mais de 1.500 visualizações nos vídeos, muitas famílias chegando nesse espaço agora, e isso realmente é gratificante!  

Juntos somos muito mais fortes!

Grande beijo!
Fique com Deus!


 Vídeo de hoje: é amor ou codependência?




sábado, 4 de novembro de 2017

As fases da codependência.

Bom dia!!
Vídeo muito importante para aumentar nosso conhecimento e nos levar à reflexão...
Querid@s, peço que quem está sendo ajudad@ por esse canal, me ajude a levar essas palavras mais longe, a outras famílias que estão sofrendo... Compartilhe! 
Para saber mais sobre o assunto abordado no vídeo, leia a postagem "em qual fase você está?".
Agradeço a todos que se inscreveram, estão colaborando com perguntas e temas a serem abordados e ainda deixaram "um like" nos vídeos... (gente, meu filhote de 8 anos disse que tenho que pedir likes nos vídeos... risos!!!).
E dou as boas-vindas a quem está chegando ao blog agora, por meio dos vídeos do youtube! 

"Eu seguro a minha mão na sua e uno o meu coração ao seu, para que juntos possamos fazer o que sozinha não consigo..."

Um grande beijo!
Muita serenidade e força!



sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Preconceito, Culpa, Recaída...

Bom dia, querid@s!
Estão conseguindo acompanhar os vídeos do canal?
Esses são os últimos três que foram publicados, abordando temas sugeridos por vocês: preconceito, culpa, como lidar com a recaída... Vamos conferir?
Espero que estejam gostando e sendo, de alguma forma, ajudad@s pelos vídeos...
Me desculpem os erros de gravação (por exemplo o barulho dos meus filhotes ao fundo), mas não tenho a pretensão de publicar vídeos perfeitos, mas sim de tão somente partilhar a ajuda que um dia chegou até mim!
Beijo!
Fica com Deus!




terça-feira, 31 de outubro de 2017

Quem inventou essa tal codependência?


Bom diaaa!! 
Nosso segundo vídeo acabou de sair do "forno"... 
O que é codependência? De onde saiu isso? Quantos somos? 
E uma mensagem direto do coração pra você... 😍😘

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Codependência, a perda da alma.


Uhuuu!! Olha o primeiro vídeo de "bate-papo" do nosso canal, gente!!
Seja bem-vind@!!
Inscreva-se no canal para receber as atualizações e participe com sugestões e perguntas, afinal, esse espaço é de tod@s nós!!

Beijos!
Poly P.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Voe, borboleta... Voe!




Bom dia, menin@s!!

Tudo bem com vocês?

Gente, nem sei por onde começar... Acho que essa postagem vai virar textão hein, mas vamos lá!

Bom, sei que muitas de vocês ficam ansiosas para saber notícias do meu familiar, então antes de falar das outras coisas, vou logo dizer que ele está bem, bem sucedido no trabalho, limpo (não houve mais recaídas), aguardando sua posse em outro hospital ainda neste mês, enfim, vivendo um dia de cada vez... E fico muito feliz e orgulhosa com suas conquistas e superações!

Agora sosseguem, e vamos falar de nós, certo?! Rs.

Sabe, querid@s, é muito bom quando conseguimos sair do casulo e nos sentimos borboletas... No início dá medo de bater as asas, sentimos até vontade de voltar para o “casulo” por insegurança ao ver um espaço tão grande a explorar, mas com o tempo, na medida em que vamos sentindo o vento no rosto, e aprendemos a traçar as nossas próprias rotas, nos sentimos tão livres... tão livres... e é assim que me sinto hoje!


A codependência me fazia sentir presa, pequena, limitada... é muito difícil viver na expectativa de que dê tudo bem com o seu familiar para que dê tudo bem com você. É muita incerteza e insegurança... E vivendo assim, eu não conseguia sair do lugar, parecia andar sempre em círculos.

A dependência química do meu familiar ainda está lá, e só Deus sabe o quanto é difícil conviver com um adicto, mesmo em dias de paz, afinal, ficam as sequelas (nos dois). Mas é incrível como essa doença não faz mais parte dos meus pensamentos. Se antes ela ocupava 99,99% dos pensamentos do meu dia, hoje não passa de 00,01%. Finalmente entendi que isso deve ser uma preocupação do outro, e não minha! Entendem?

E quando começo a querer me preocupar demais, sentir medo demais, querer controlar o incontrolável demais, recorro às minhas leituras (blog, CEFE, livro Amando um Dependente Químico, livro Codependência Nunca Mais) para lembrar que preciso apenas de “serenidade para aceitar o que não posso mudar, coragem para mudar o que posso, e sabedoria para perceber a diferença”, e volto a voar!

A maioria de vocês sabe que da nossa história aqui do blog, nasceu uma política pública para familiares de dependentes químicos, né? O projeto “Ame, mas não sofra”. E desde novembro/2013 eu atuava ativamente nesse projeto. Ele se tornou parte da minha vida. Era uma delícia poder ajudar a essas famílias olhando nos olhos e ouvindo seus relatos frente a frente... Foi lindo! Mas por vezes eu me esquecia que esse projeto era um “trabalho”, e que como política pública tem suas ligações políticas, e a qualquer momento poderia acabar... E realmente acabou, ao menos por um tempo para mim...

Na ultima ação da qual participei, distribuímos “abraços grátis” na rodoviária de Brasília. Foi uma das experiências mais marcantes da minha vida! As pessoas correndo pra lá e pra cá, cara fechada, olhando pra baixo, daí de repente se deparavam com um “posso te dar um abraço?”, e então a mudança acontecia. Ninguém recusou o abraço! Ninguém conseguiu segurar o sorriso! Alguns até foram às lágrimas! E a frase “eu precisava desse abraço hoje” foi ouvida muitas vezes... Depois do abraço, eu conversava um pouco sobre a necessidade de termos tempo para nossos filhos (afinal era uma ação de dia das mães), e de abordarmos o assunto “drogas” em nossos bate-papos em família... Foi lindo! E assim, concluí minha missão nesse projeto que atendeu mais de 3.000 familiares de dependentes químicos.

No início foi meio estranho, ficou um vazio...

Daí veio o novo! Passei a trabalhar no PROCON!! Troquei relatos de “recaída, internação, codependência, dependência química” por “celular com defeito, cobrança indevida de operadoras de telefone e por aí vai”... Risos. Desde julho estou nesse novo setor, e estou amando o “novo”! Percebi que posso ajudar as pessoas fazendo o meu melhor em vários aspectos da vida, e não apenas em um... O mundo é grande, minha gente... Tem muita vida fora da dependência química, acreditem!


Masssss, a questão da superação da codependência é parte de mim! E eu não seria eu, se me esquecesse de que, um dia, alguém se dispôs a me ajudar, me fazendo enxergar tudo isso que abordo aqui no blog, e o meu desejo é continuar também ajudando outras pessoas a superarem esse obstáculo em suas vidas.

Então, estou esperando o resultado de um projeto novo: “Leitura e Laços em Movimento”, apresentado à Secretaria de Cultura, onde terei o prazer de levar o livro “Amando um Dependente Químico” gratuitamente às pessoas que precisam... Depois explico melhor. Vamos torcer para que seja aprovado!

Além disso, teremos uma novidade aqui no blog que falarei no final da postagem...

Estão achando que vou desistir da minha missão? Não mesmo! Gente, como desistir dessa missão ao ler relatos como esse abaixo?!

“Mesmo sem saber, você não tem ideia do quanto mudou minha vida. Foi através de seus textos que encontrei o apoio que precisava quando descobri o vício do meu esposo em cocaína, isso faz 5 anos. Suas palavras me ensinaram que dependência química não é desvio de caráter e sim uma doença entre tantas outras coisas que me auxiliaram a me recompor e sair da depressão e da codependência...”

Lindo e motivador, né? (clique aqui e siga o blog dessa fofa!) 

Outro dia recebi um e-mail da Tânia, uma Psicóloga que trabalha com familiares de adictos, e que relatou como pessoas tão incríveis e cheias de potencial não conseguem se enxergar quando estão afundadas na codependência.

Estão presas no casulo, lembram? Sem ter noção de que podem bater suas asas e voar alto, para onde quiserem...

Para vocês verem, teve um concurso aqui em Brasília, para sugerir ao Governador ideias para aumentar a arrecadação de dinheiro, sem aumentar os impostos. Os dez primeiros foram premiados. Sabem quem estava lá? A borboletinha que antes pensava que sua vida se resumia à dependência química do outro... Euzinha... Apresentei três projetos (ideias), e dois foram premiados – 4º e 10º lugar!

Ei, querid@, você também pode!



Não é fácil não, sabe! Tem dia que acordo com a síndrome da coitadinha, cheia de autopiedade, querendo tirar um cochilo no casulo. Mas ainda bem que aprendi a usar as ferramentas que me despertam!

A vida não se resume à dor de ter um dependente químico na família. Nossa missão no mundo não se resume a tentar controlar o outro para que ele não recaia. Vai além disso. Acredite!

Qual é o seu dom? O que você gosta de fazer? O que te faz feliz? Qual é o seu sonho pra você? Voe, borboleta! Quando estamos felizes com a gente mesmo, nos tornamos mais fortes para ajudar quem está do nosso lado.


E não paro por aí não... Não preciso mais do antidepressivo!!! Voltei a dançar e malhar. Voltei a estudar, agora assuntos relacionados ao consumidor. E voltei a trabalhar no livro da Francine !

“O maior obstáculo para eu ir adiante: eu mesma. Tenho sido a maior dificuldade no meu caminho. É com enorme esforço que consigo me sobrepor a mim mesma.” (Clarice Lispector)

Você acha mesmo que a maior dificuldade no seu caminho é a dependência química do outro? Reflita...



E agora, vamos à novidade do blog?

É o seguinte: abrirei um novo canal para que você e eu possamos trocar ideias! 

Conforme citei na ultima postagem, recebo muitos e-mails com perguntas, e não consigo responder a todos. Então, em breve, começarei a postar pequenos vídeos, abordando temas que vocês sugerirem: “codependência, separar ou não separar, recaída, amor-próprio” e por aí vai! Esses vídeos serão postados em canal do youtube, compartilhados na página do facebook e aqui no blog, e os temas serão escolhidos de acordo com o que vocês sugerirem ou perguntarem via comentários ou e-mail... 

Estou super ansiosa! Acho que vai ser bem bacana! Embora eu me sinta mais à vontade atrás de um teclado do que atrás de uma câmera, mas acredito que será mais prático e nos fará estar ainda mais pertinho! Mas a postagens por aqui também vão continuar, viu?!!

Como sugerir temas a serem abordados?

1. Por comentários nos vídeos que começarão a ser postados no canal www.youtube.com.br/polypescritos ;
2. Por comentários na página do facebook www.facebook.com.br/amandoumdq ;
3. Pelo e-mail polyp.escritos@gmail.com .

CLIQUE AQUI, para seguir o nosso canal no youtube.
CLIQUE AQUI, para curtir nossa página no facebook.

Fico aguardando as ideias de vocês!

Meninas, tenho lido as histórias de vocês, deixadas nos comentários aqui do Blog e também no e-mail. Posso afirmar que conheço essa dor, assim como posso afirmar que existe vida além dela... Acredite! Voe!

“Eu seguro a minha mão na sua e uno o meu coração ao seu, para que juntas possamos fazer o que sozinha eu não consigo!”

Posso te dar um abraço?!

Você não está sozinh@...

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Amiga, estou aqui!




Gisele L., Dalila, Lucineide, Marcelle A., Iona L., Juliana C., Rosana B., Daniele S., Oswaldo H., Carla M., Letícia S., Regina D., Mayra C., Michelle A., Cris M., Kelen S., Simone M., Marinna D., Raydna D., Leila S., Carolina J., Débora A., Francyelly A., Queila S., Joseane M., Ana C., Cibelle P., Carina H., Manuela F., Mercedes A., Rita C., Sthefanny L., Rosangela P., Carmem L., JS, Ana Paula, Thalita P., Sandra B., Neusinha, Andrea S., Eloisa H., Caroline M., Pamela C., Juliana S., Aline S., Leni M., Amanda C., Emili G., Lizamar L., Tilla C., Stefani P., Wania T., Guta C., Natalia A., Jaqueline R., Tábata T., e Raquel Y...


Obrigada pelos e-mails enviados...

Esses nomes (e-mails não respondidos de 2017) representam o de todas que enviaram suas histórias por e-mail, compartilhando suas vidas, segredos e medos, em busca de algo que as(os) alivie...

Leio sim TODOS os e-mails, TODAS as histórias, e me emociono! Perdoem-me por não conseguir responder a todas! Sei que estou devendo e-books, devendo respostas, devendo comentários, devendo postagens novas... Ufa... Não me coloquem no SPC, meninas!!! Rs.

Mas estou aqui para dizer que sim, eu seguro a minha mão na sua e uno o meu coração ao seu para que juntas possamos fazer o que sozinhas não conseguimos...

O tempo é curto, me perdoem! Mas a cada história lida, faço uma oração... 

Gostaria de fazer mais, mas não posso lhes dar conselhos, posso apenas relatar minha história, minhas escolhas, meus aprendizados para que talvez lhes ajude em suas próprias decisões...

Em breve teremos novidade aqui no blog!! Aliás, novidadeS!! Para que possamos estar ainda mais juntas, e as informações do livro mais acessíveis a quem precisa!

Prometo fazer uma postagem logo, tenho um tantão de coisa pra falar!!

PS: Não se esqueçam que estamos no “outubro rosa”, hora de gastarmos um tempinho a mais conosco – ida ao ginecologista, ao mastologista, realizar o autoexame (apalpar a mama para verificar se há caroço, manchas ou líquido)... Se cuidem bem!

Grande beijo!
Poly.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Arrumando as prateleiras...



Boa tarde!

Quanto tempo, gente!

Vira e mexe passo por aqui, até me dá vontade de escrever, mas acabo desistindo...

Por que, Poly? Por que você não escreve mais como antes?

Bom, primeiro que, quando vejo as postagens registradas no Blog e em cada página do livro, observo que não tenho mais nada a acrescentar, e se eu continuasse escrevendo diariamente, me tornaria extremamente repetitiva...

“Amor próprio”, “cuidar de si mesmo(a)”, “desligamento emocional”, “dependência química é doença”, “ele(a) só vai parar de usar quando decidir isso”, “não perca a fé mas não se encha de expectativas”, “você não pode curar a dependência química do outro”, “você não é causador da recaída do outro”, “nada do que você faça (ou deixe de fazer) impedirá o outro de usar drogas se essa for a vontade dele(a)”, “procure ajuda para você primeiro (grupo de apoio, terapia, etc)”, “se a família não se cuidar ela acaba enlouquecendo”, “você é responsável por suas escolhas”, “não deixe sua vida de lado”, “não deixe sua vida para depois”, “livre-se da culpa”, “coloque o foco em você”, “confie em Deus”, “seja feliz”!

Se viver com um dependente químico fosse uma receita de bolo, esses seriam os ingredientes...

Fácil? Não!
Possível? Sim!

Mas, na verdade, o motivo maior pelo qual não escrevo mais nem é esse que citei acima...

Quando comecei esse blog há seis anos atrás (18/05/2011), eu tinha liberdade para falar dos meus sentimentos, pensamentos, conflitos, dores, superação... Aqui era o “meu cantinho”... O único lugar onde eu tirava minhas máscaras e armas, e mostrava sem reservas o que tinha dentro de mim... E como isso me fazia bem!!

Usando um pseudônimo para não expor minha família, aqui me sentia segura...

O tempo passou... O blog cresceu... Quase 705.000 visitas até hoje!! E nesse crescimento, além das famílias em busca de informação e ajuda, vieram também os curiosos, os fofoqueiros, os maledicentes...

Pessoas que não se importam comigo, mas que me conhecem na vida real, começaram a visitar o blog com frequência, como se isso aqui fosse uma novela para assistir e comentar numa roda de amigas...

Além disso, meu familiar dependente químico, que nunca tinha se interessado pela leitura deste espaço, começou a fiscalizar minhas postagens e a censurá-las...

E foi assim que perdi o “meu cantinho”...

Vir aqui para falar de “clichês” ou do que não estou sentindo não faz sentido pra mim, e por isso as postagens estão mais escassas...

Mas vamo que vamo... Vou falar pra vocês um pouco do que tenho vivido...

Há algum tempo eu já havia mencionado aqui que meu filho caçula estava com suspeita de autismo. No final do ano passado o levamos a duas especialistas, e as duas confirmaram a presença de características do TEA – Transtorno do Espectro Autista nele. Embora o diagnóstico não esteja fechado, após a minha fase de negação, consigo ver que meu filho realmente apresenta diferenças em seu comportamento. Ele é lindo, inteligente, mas com algumas peculiaridades. O TEA dele é leve, antes conhecido como Síndrome de Ásperger...

Primeiro eu não queria aceitar. Ele interage com as pessoas, é inteligente, como pode ser autista? Só depois, conhecendo outras mães, várias histórias e com muita leitura, fui entendendo que o autismo é um espectro com vários níveis. Nenhum autista é igual a outro. Então pensar que autista é somente aquele garotinho que tapa os ouvidos e se balança, é um pensamento estereotipado e longe da realidade.

Meu filho tem atraso na fala, sofre quando mudamos sua rotina, sua alimentação é seletiva, e ele tem manias e obsessão por alguns assuntos específicos. Seus pensamentos são concretos e ele tem dificuldade em entender alguns comandos... Graças a Deus, já iniciamos o tratamento, os estímulos (quanto antes, melhor), e ele tem se desenvolvido muito bem!

Muitas pessoas, quando ficam sabendo, na tentativa de me “consolar”, relatam a história do jogador Lionel Messi, considerado melhor do mundo pela FIFA, e que tem autismo leve.

Eles são os melhores nos seus assuntos de interesse, o difícil é fazê-los se interessar pelos demais assuntos, e sobretudo, fazer a sociedade entender e respeitar suas diferenças...

Bom, queridas(os), estou nessa nova batalha! E nesse contexto, não tem sobrado tempo para viver pensando em dependência química, sabe?

Segundo os especialistas, há uma grande chance do pai do meu filhote também ser Ásperger... Mas isso são apenas especulações... O que explicaria muita coisa em seu comportamento...

E por falar nele, sei que querem saber como ele está, não é mesmo?

Bom, ele ficou seis meses limpo, e infelizmente, recaiu.

Eu pensei que, ao saber que ele tem uma criança que depende de sua proteção e cuidado, mais do que outras crianças “normais”, ele ficaria bem longe das drogas...

Eu pensei que, ao ser escolhido pelos formandos de medicina de uma universidade, para ser o colaborador homenageado, ele nem pensaria em recair...

Eu pensei que, o fato de ter que pegar as crianças na escola, o impediria de reiniciar o ciclo...

Eu pensei que ele acompanhando o meu tratamento contra uma depressão (sim, estou doente), ele se manteria firme...

Mas, quem disse que dependência química e recaídas seguem alguma lógica, não é mesmo?!

Recaiu.

Mas ele está bem. Foi um lapso. Reergueu-se e está seguindo adiante.

Quanto a mim, fiquei triste por saber dos danos que a recaída traz em todos os aspectos, no entanto, não pronunciei nenhuma palavra, e não deixei de cumprir nenhuma das minhas atividades...

Eu não sou mais a mesma, definitivamente.

Estou prestes a completar 39 anos de idade, dos quais 27 são convivendo com adictos...

A gente aprende... Ô se aprende!

Não deixou de doer, mas sei lá, parece que ando anestesiada agora...




No trabalho, continuo na missão de levar informação, apoio, abraço e orientação às famílias de dependentes químicos de Brasília. E isso tem me feito bem! Me dá a sensação de que toda a dor vivida valeu pra alguma coisa, entendem?

E quando é dia de faxina, eu organizo meus sentimentos (ao menos tento), e coloco as dores nas prateleiras mais altas, para facilitar o esquecimento e dificultar o acesso... E coloco diante dos olhos, os motivos que tenho para agradecer...

E assim vou vivendo, um dia de cada vez!