segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Essa dor é apenas um pedaço do que somos...



Boa tarde!

É interessante como o olhar de quem está do “lado de cá” é diferente daquele de quem está “do lado de lá”, né?

Explico:

É mais fácil encontrarmos respostas, soluções, regras, julgamentos para situações que não conhecemos na pele. Aquelas que conhecemos apenas pela teoria, pelas postagens nas redes, pelo que estudamos na escola, pelo que lemos no Google, pelas fofocas ou coisas assim.

Eu sempre tive um jeito diferente de olhar para os dependentes químicos, afinal, nasci de um. Cresci com ele... Minha família tem muitos adictos. E vejo o quanto a sociedade sabe tão pouco sobre eles...

Nos últimos anos, tenho trabalhado diretamente com famílias de dependentes químicos e também com a prevenção do uso de drogas, e continuo vendo por aí o quanto essa gente “do lado de lá” não sabe nada sobre o assunto.

"Ele está nessa porque quer. Ninguém o obrigou a usar drogas.”

Você acha mesmo que alguém “quer” ser escravo das drogas? Que alguém “escolhe” destruir sua vida para viver refém de uma substância?

Não. Ninguém quer isso.

O que temos, e o que tínhamos quando os dependentes de hoje eram mais novos, é um bando de adolescentes curiosos, inconsequentes, que acham que “não vai dar em nada”, que pensam que as coisas só dão errado para os outros...

O que temos é um monte de jovens querendo curtir sem ter noção do risco que estão correndo...

São praticamente crianças...

Até hoje não se sabe ao certo porque uns se tornam dependentes, e outros não, mas o fato é que ao experimentar uma droga, você está brincando de roleta russa...

Sabemos que ter uma família bem estruturada, ser uma pessoa bem resolvida, com boa auto-estima e ter uma base religiosa são fatores que ajudam esses jovens a não adoecerem ao usar drogas (lembrando que álcool também é droga!). Mas, ainda assim, não dá pra saber. Não dá pra fazer um exame de sangue e dizer quem será um adicto e quem não será.

O fato é que é uma doença. Um milhão de pessoas bebeu quando quis e parou quando quis. Mas, muita muita gente, não conseguiu parar, e não consegue parar até hoje. Não que essa gente não queira. Não que sejam fracos. Não é uma questão moral. É uma doença. E o fato de você não ter essa doença não te dá o direito de julgar quem a tem.

Dica: Assista o  filme “O Vôo” ou o filme “Quando um homem ama uma mulher”. São lindos! E nos mostram um pouco do que é estar adoecido por substâncias químicas.

No entanto, é claro que os dependentes químicos não são coitadinhos. Não mesmo! Eles são responsáveis por buscarem tratamento e ajuda. E muitos têm conseguindo se manter bem, um dia cada vez!

Mas, desabafo feito, vamos falar um pouco de nós, familiares?

Eu sempre leio os e-mails que vocês enviam. Leio os comentários. Mas, ultimamente não tenho respondido. Primeiro, por falta de tempo mesmo. E segundo, porque não tenho as respostas...

Nos últimos cinco anos, registrei tudo o que considerava mais importante no Blog e no livro Amando um Dependente Químico, e se lerem com carinho, talvez os registros lhes ajudem a encontrar seu próprio caminho, como tenho encontrado o meu.

Mas a minha opinião, as minhas escolhas, o meu ponto de vista, não necessariamente se encaixarão em você, em sua vida. Portanto, pareço um papagaio repetindo: “procure ajuda”, “vá a um grupo de apoio”, “leia livros sobre codependência”, “se ame, se cuide”, porque sei que esses caminhos ajudarão você a se fortalecer para retomar a direção da sua vida, não como um carona ou como uma vítima, mas como um condutor, alguém que sabe para onde quer ir, independente das situações externas contrárias.

Quanto a mim, por onde ando?

Sigo aqui, com minha vida, tentando passar adiante a ajuda que um dia foi dada a mim...

No sábado, 05/11, o programa “Ame, mas não sofra” da Secretaria de Justiça e Cidadania do DF, de apoio às famílias de dependentes químicos, completou três anos! Nesse tempo, alcançamos 3.376 famílias! E isso me deixa bem feliz... Realizada!

Roda de terapia comunitária, em uma das ações do programa "Ame, mas não sofra"
Foto de 30/10/16.

Em casa, passamos por uns “perrengues” mas, o trem voltou para o trilho, graças a Deus! 

Não me importo com as estatísticas que dizem que apenas 3% dos dependentes químicos conseguem se manter abstinentes durante um ano. Eu sei que se ele de fato quiser, ele poderá estar novamente nesses 3% e superar essa marca...

No entanto, hoje espero com o verbo “esperançar” e não mais com o verbo “esperar”...  

Daí, mesmo que a dor venha, ela não me paralisa mais, e isso só é possível hoje, porque um dia, lá atrás, eu busquei ajuda, e ainda hoje continuo buscando, afinal, eu nunca afirmei aqui que é fácil, mas apenas que é possível...




Nosso familiar adicto está em uma montanha russa... Sobe, desce, sobe, desce... E nós, na ânsia de segurá-lo, muitas vezes nos agarramos no carrinho. 

Ter-nos agarrados ao carrinho não faz com que ele saia desse ciclo. E por outro lado, ainda nos machuca, nos esfola, nos faz sangrar...

Soltar o carrinho também dói. Dói porque nos faz enxergar nossa impotência diante desse problema. Faz-nos perceber que ele só vai sair do ciclo quando ele decidir isso. Que ele só vai parar de descer e subir quando ele realmente quiser. E que isso não está atrelado ao que você ou eu façamos...

O que é soltar o carrinho?

É deixá-lo arcar com as consequências do seu uso de drogas para que, quem sabe, um dia ele acorde, e queira ser ajudado. É seguir com a sua própria vida, retomar os seus sonhos, e trabalhar por eles...

Sim, nós podemos comer um algodão doce no parque, enquanto ele está na montanha russa. Isso não é egoísmo, mas sim, amor próprio. E ser feliz certamente nos faz mais fortes e mais aptos para ajudar quem está do nosso lado, adoecido pelas drogas.


Dói? Dói! Mas essa dor não precisa ser o centro da nossa vida. Não precisa ser o resumo da nossa vida. Ela é apenas um pedaço do que somos, mas certamente somos muito muito mais!

Quer dizer que devo abandonar meu familiar dependente químico?

Não. Estou dizendo apenas para você tirá-lo dos ombros, e leva-lo somente no coração...



Fiquem com Deus!

42 comentários:

  1. Me separei já faz três anos. EU estava adoecendo ao ver a pessoa que amava se perdendo no álcool. Nada o impedia e a impotência me consumia. AInda nos falamos por mensagens, mas recentemente o filho dele me informou que ele está internado na uti com cirrose, úlcera e problemas no esofago. AOs poucos ele vai se recuperando, mas ainda me vem um grande pesar por tudo que ele perdeu devido ao alcoolismo. UMa carreira brilhante, família, amigos... desejo tanto que este momento de crise sirva como impulsionador para busca e aceitação de tratamento. Ele sempre resistiu pois é médico e acha que tem o controle para parar. O filho está decidido à internar compulsóriamente. O que vc pensa sobre internação compulsória?

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    1. Olá!
      Minha opinião sobre internações involuntárias: são válidas nos casos em que o dependente químico está colocando sua vida em risco, ou a vida de outras pessoas. Mas só terá resultado se no decorrer do tratamento, o adicto perceber a necessidade de estar naquele local cuidando de sua saúde... Fico na torcida para que tudo corra da melhor maneira possível. Fique com Deus!

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    2. Poly, preciso tanto de sua ajuda. Estou desesperada. Como posso falar com vc???????
      Me ajude por favor. Não sei o que fazer ����������

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  2. Polyanas tão linda por fora e por dentro. Quando vc escreve, exala amor, olhos que vêem o que ninguém mais vê. E aqui eu vou seguindo... seguindo a vida e seus conselhos .

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  3. Olá Polyanna.
    É a primeira vez que procuro por esse assunto na Internet... Estou em um relacionamento com um dq há 1 ano. Quando o conheci, ele estava limpo há uns poucos meses. Eu nunca tinha passado por experiências como essas. Pensei que isso ficaria no passado dele. Nos juntamos em pouco tempo. Mas ele recaiu depois de alguns meses. Não consigo descrever o impacto disso em mim. Ele é uma pessoa maravilhosa. Tem o coração imenso. Ele me ama e eu o amo. Não sei o que pensar, o que fazer. Nunca, nunca mesmo pensei estar nessa situação. Meu coração quer tanto ficar com ele. Ele me acrescenta tanto... E eu à ele.. Preciso de apoio. Me ajude pfv.

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    1. Vc tem email? Estou em uma situação parecida!!

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    2. já vivi inúmeras situações. Quando não sabemos a dimensão que é o mundo das drogas, sofremos muito. Os livros e o blog me ajudaram muito, mas como disse a Pollyana, ela não aconselha ninguem a desistir ou continuar, Isso cabe a nós. Se precisar conversar estou aqui. Procura no face por Adriana farias.

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    3. A melhor coisa que você pode fazer é procurar ajuda para você. Seja em grupo de apoio, seja um psicólogo. O que me ajudou muito foi fazer terapia. Sou outra pessoa e lido muito melhor com toda essa situação. Bjs

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    4. Sinto que Deus iluminou meu caminho quando encontrei esse blog nesse dia 11 de Novembro, um dia que foi tão desesperador pra mim. Agora já li todo o blog e as coisas que aprendi, não somente sobre adicção e co-dependencia, mas sobre viver e deixar viver, sobre amar e respeitar o próximo, foram todos ensinamentos aos quais não se pode dar preço. Além disso, graças a Deus tbm, através do meu pedido de ajuda aqui, algumas pessoas de coração imenso entraram em contato comigo e me ajudaram naquele momento e continuam me ajudando. Obrigada de coração, Pollyana, vc com certeza tem uma missão muito linda, apesar de sofrida. Obrigada a todos. Email carolinemtb@gmail.com

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    5. Adriana Farias, tem muitas com esse nome no face. Meu whatsapp 91 993685024

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    6. Oi carol, vou te adicionar no whats. Estou passando há 2 anos por esse mesmo problema com um adicto. Me identifiquei quando tu disse que pensou que isso iria ficar no passado dele. Eu sinto falta de falar com alguem que me entenda, e me aconselhe também.

      Aline Ventura 55 999536867

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  4. Suas palavras são tão lindas. Eu sempre te admirei e acompanho seu blog a muito tempo.
    Por "segurar" o carrinho por tantos anos, me esfolei, sangrei, me machuquei, adoeci... E não se trata só da codependencia.. Já tinha depressão a muitos anos, mas nunca podia demonstrar esta fraqueza perante minha familia totalmente adoecida. Abri mão de minha vida por todos.Nunca pensei em mim. Passei a vida inteira tentando resolver problemas alheios para tirar o foco do "nada" que me transformei.
    Não me formei em nada, não tenho uma profissão, não tenho amigos. Realmente não vejo um sentido para eu estar aqui.Não penso no futuro, não tenho mais sonhos,Só sinto um grande vazio e tristeza...Aos poucos me isolei do mundo.
    Achei que quando soltasse o carrinho e fosse viver minha vida, por não mais aguentar conviver no inferno que é a vida com um adicto na ativa,
    as coisas pudessem melhorar.
    Mas como todo adicto é manipulador, mentiroso e egoista, no começo fingiu aceitar a separação numa boa.
    Depois começou transformar minha vida em um inferno. Hoje eu vejo que é mais facil um adicto se recuperar do que um familiar que passou pelos traumas que passei.
    Além de perder todos bens materias que para mim pouco importavam, hoje também não tenho mais familia..Não tenho nada porque ele destruiu por maldade. E Pensar que dediquei minha vida inteira pra essa pessoa.
    Eu estou buscando ajuda psicologica e os grupos. Somente para não me sentir tão sozinha...Porque na verdade eu só estou pensando em uma maneira de acabar com tudo isso de uma vez.

    Deus abençoe vc e sua familia.

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    1. Entendo sua dor querida, passei por problema semelhante de dor e decepção, mas Deus é maravilhoso e ainda tem um plano bom para sua vida, VC não desistiu do seu familiar adicto tão fácil, lutou, ajudou e fez o seu melhor até onde deu para fazer e agora que é a hora de cuidar de VC, VC quer desistir? Não desista, ainda dá tempo para ser feliz.... Procure ajuda médica e fica em contato com Deus, isso é só uma fase e vai passar, grandes coisas maravilhosas ainda vão acontecer na sua vida eu creio. Bjs Cristina flor.

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  5. Montanha-russa, esse é o termo que tenho usado para descrever a minha vida ultimamente, mesmo sem ter ouvido outras pessoas que se relacionam com dependentes químicos usarem isso. Na verdade eu não conheço pessoalmente outras pessoas que estejam nessa situação, e isso torna tudo ainda mais difícil pois a sensação de ser "a única louca que passa por isso" aumenta.
    Para quem nunca esteve nessa é fácil dizer "sai dessa". O seu blog parece muito bom, e virei aqui mais vezes pois não é fácil.
    Ele me deixou, e sei que foi pro meu bem, ele quer melhorar e depois voltar... Mas também não sei que impacto isso está tendo em mim, ele me viu chorar muitas vezes e se sente culpado, isso piora tudo, não quero que ele se sinta pior, mas também não escondo como eu me sinto quanto ele mente, e ele mente muito. Mente pra poder usar, mente compulsoriamente e eu já nem sei o que é mentira ou não.
    Faríamos 7 anos juntos daqui a 10 dias, e eu estou sofrendo demais com a separação, apesar de todos os momentos ruins eu não deixei de amar pois sei que esse vício não é ele, é uma parte apenas, uma parte que pode ser superada.

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  6. Passei por essa dolorosa situação a três anos atrâs. Descobri q meu companheiro era dependente quimico, me levou ao extremo da dor. Adoeci tentando ajudá-lo.Fiquei paranôica!Vi clinicas especializadas ,mas ele nunca quis se tratar. Eu gritava d dor qnd ele sumia. Ate q qnd percebi q para não perdê-lo, tinha q entrar no mundo dele. Ele me apresentou esse submundo das drogas.Usei umas quatro vezes.Quase morri da ultima vez. E então percebi q não quero isso pra mim.Tbm não quero ele.Trago em meu coração feridas q não se cicatrizam e na alma uma dor infinita. A droga é um mal q destroi td.Não estamoa mais juntos, mas parece q acabou d acontecer..Será q um dia essa dor passa?

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    1. muitas vezes eu pensei em experimentar também. Mas Deus foi misericordioso comigo. Mesmo sofrendo, tive que deixá-lo ir. Eu tive que sair do fundo do poço. Já tem um ano, mas a codependencia ainda está aqui.

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  7. Polyanna, eu estou há 6 meses vivendo com um adicto, e ontem ele teve mais uma recaída, a segunda desde que estamos juntos. Da primeira vez eu perdoei, mas disse que se houvesse uma segunda, não haveria chance, que eu arrumaria minhas coisas enquanto ele estivesse fora, e que quando voltasse pra casa ele não me encontraria e saberia o porquê. Eu fiz isso, saí e levei algumas roupas e coisas de maior valor, inclusive nossa TV. A mãe dele me incentivou a cair fora, a minha mãe fez o mesmo. Mas ele é um homem maravilhoso, principalmente comigo, com um coração maior que o mundo. Hoje eu ainda estava desnorteada, e decidi que o melhor seria me informar sobre a droga e sobre quem usa, e descobri seu blog. Em meio a tantas matérias de desgraças, a tantos contras, tu és a pessoa que acendeu mais uma luz na minha vida, e consequentemente na vida do meu marido. Eu assumi o risco de me relacionar com ele já sabendo da dependência que ele tinha, e decidi que não vai ser assim pra largar o barco, mesmo com todos contra mim, mesmo com meu próprio orgulho contra mim, me julgando por voltar atrás. Eu o amo, ele merece uma chance, nós merecemos. Obrigada por ser essa luz na vida de pessoas que se perderam na escuridão. Teu blog será pra mim agora parada obrigatória. Obrigada por abrir meus olhos e ver que, em resumo, o amor tudo pode!!! Vanessa.

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    1. Vanessa, linda sua postagem mas sinto te informar que muitas outras recaídas virão, muitas outras promessas quebradas ocorrerão de ambas as partes....VC ainda tem muito chão pela frente. Não quero desencorajar VC até porque estou casada há 15 anos com meu dependente químico e ainda não desiti dele apesar das inúmeras promessas não cumpridas da parte dele. Como diz um poema de Arthur da távola " amar só NÃO basta" VC terá que reunir um monte de outros sentimentos tanto para continuar nessa relaçãi quanto para sair dessa relação, quando já estiver exausta de tanto tentar. Bjs

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  8. Gostaria de participar de algum grupo , para poder dividir experiencias . Caso alguém participe de Grupos , ou queira Criar , me coloque por favor me sinto sozinha nessa situação. Meu telefone é 27 997916934

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  9. Li esse blog algumas vezes, em momentos de dor, e foi um acalento. Vivi por 28 anos com um adicto, temos duas filhas maravilhosas por sinal, a primeira nasceu quando tínhamos apenas 15 anos, e hj fazem 8 meses que desiti. Amanhã seria meu aniversário de casamento. Talvez seja por isso que estou um pouco emotiva hj. Estou lidando bem com a separação, fiz tudo o que pude para ajudá-lo, segurei o carrinho, soltei o carrinho, enfim ele tbm tentou, chegou a ficar uma ano internado em uma das de recuperação, era uma comunidade terapêutica muito conhecida no Brasil e no mundo, tive muita esperança. Tive vários motivos para desistir, mas o que mais me impulsionou foi perceber que minhas filhas já crescidas, uma com 17 e uma com 11 anos, estavam passando pela mesma dor que eu, pois quando elas eram menores, Principalmente a mais velha, elas sofriam, mas não com a mesma intensidade, elas percebiam que algo estava errado mas não com tanta clareza.Quando vi minha filha se decepcionando com a mentira, se chocando com a falta de comprometimento do pai é discutindo com ele com o mesmo sofrimento no olhar, aquele sofrimento que eu conhecia bem, aquilo me fez decidir por não permitir que elas vivessem isso! Dentre muitos outros motivo, decidi poupar minhas filhas de tamanha dor. Hj sigo sozinha, ele se foi de vez, quase não aparece para ve-las, não me ajuda financeiramente, e eu acho que a ficha dele ainda não caiu. Posso lhes dizer que nunca estive tão bem, em paz, a vida está mais leve, e parece que desta vez é pra sempre. Obrigada a quem leu. Desejo discernimento para quem vive com um adicto

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  10. Polyanna, sou adicta em recuperação, estou limpa há sete meses e venho aqui expressar meu enorme carinho por você. Busquei minha internação em uma clínica feminina, após um ano e meio de uso de cocaína. Foi uma internação voluntária, planejada e toda organizada por mim. Após minha família me deixar na clínica, percebi que o que me venderam era mentira.
    No primeiro mês não podia ter contato nenhum com minha família. Fui assediada sexualmente pelo proprietário, sofri assédio moral, apanhei, fui presa em um "quarto de observação" e inúmeras outras represálias, além de presenciar o sofrimento de outros dependentes, esquizofrênicos, idosos e toda sorte de marginalizadas socialmente.
    Após um mês, na visita de minha família, falei o que lá ocorria, mas os donos do estabelecimento já haviam conversado com meus familiares e adiantaram que eu falaria tudo aquilo para que eles me levassem embora para que eu voltasse a usar drogas, fato que eles chamavam "manipulação".
    Minha internação passou de voluntária para involuntária através de procedimentos que desconheço e vivi o inferno na Terra.
    Foram seis meses de humilhações, trabalho forçado, intimidação, violência e, só não me aplicaram Haldol, porque aleguei alergia e eles disseram: "não aplicamos porque você tem família, senão, se morresse, jogávamos no mato."
    Nas visitas mensais de minha família, falava que estava tudo bem, caso contrário, eu apanhava quando eles fossem embora. Mas, uma coisa me alegrava a alma. Um familiar levava seus posts impressos para que eu lesse no decorrer do mês.
    O amor que emana de sua escrita confortava tanto meu coração, que agradecia à Deus por você existir. Sentia-me amada de alguma forma.
    Sobrevivi, Polyanna. Estou extremamente debilitada, mas vou me recuperar.
    Obrigada por me levar amor.

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    1. Que forte! Arrepiada ao ler. Continue firme!!
      E à você, Pollyanna, obrigada por tanto!!❤

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  11. Poliana boa noite! Comecei a ler o seu blog logo depois e meu esposo foi internado estou com ele há 2 anos e meio. No início não sabia da dependência química dele e logo depois de 6 meses juntos ele teve sua recaída. Fiquei sabendo em seguida que ele já tinha se internado outras vezes e mesmo assim resolvi continuar com ele e acreditar que posso fazer diferente e tentar ajuda-lo a sair desse mundo terrível.
    No início ele começou a usar de mês em mês, com o tempo foi diminuindo os dias nesse meio tempo eu engravidei e foi a pior gestação da minha vida onde passei os nove meses de muito sofrimento e agonia. já tenho um filho de outro relacionamento que tem hoje 5 anos e ele começou a Perceber as mudanças de comportamento isso me deixou muito assustada. No período da minha gestação parece que ele foi consumido por uma maldição terrível pois passou a usar cada vez mais sendo que essa gestação ele que quis. Ele fez uma cirurgia de varicoceles para poder ter filho. Com o tempo passou a usar de 15 em 15 e assim por diante há 3 meses atrás ele usou durante uma semana sem parar foi onde resolvemos intervir e internamos ele involuntariamente.
    Percebi durante o uso dele que ele tentava pedir ajuda só que esse vício é tão miserável tão desgraçado tão destruidor que não permitia, ele não conseguia ser forte o bastante para lutar contra o mal que estava acabando com sua vida e com todos que estavam seu redor.
    Minha pequena tem hoje 3 meses e ele só teve a oportunidade de ficar 17 dias ao lado da sua filha foram 17 dias de muita tristeza pois ele desenvolveu com o uso frequente uma paranoia onde começou a ver coisas Imaginar que tinha um pessoas dentro de casa e achar que todo mundo queria seu mal.
    Hoje ele está internado a 79 dias o período de internação dele foi feito por seis meses, só que não sei se estou sendo egoísta em pensar em mim, não estou suportando ficar longe dele todas as vezes que ligamos ou quando vamos visita-lo vejo que há uma esperança nele devido a grande vontade de ser pai. Os seus familiares acham que ele deve ficar os seis meses só que percebo em alguns deles que está sendo uma forma de alívio ele estar na clínica.
    Só que para quem convive a falta a saudade a dor é bem maior o sofrimento é muito grande tanto com a dependência quanto à distância. Sei que ele está se tratando de uma doença que estava contaminando a todos a sua volta, sei que se eu intervir em tira-lo com 4 meses podem me julgar caso ele tenha outra recaída.

    Aí eu queria te fazer uma pergunta:
    Com a sua experiência o dependente químico que ele quando quer realmente se tratar não importa se é 4 ou 6 meses o que importa é a sua vontade de se libertar desse vício Não é mesmo?

    Gostaria que você me ajudasse pois minha filha está na melhor fase de sua vida e queria por egoísmo ou não da minha parte fazer com que ele participasse desses momentos tão gostosos.

    Desde já agradeço!

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  12. Namoro 1 ano e dois meses, com um dependente químico e que vende cocaína, Me sinto um lixo e sem chão, terminamos o nosso relacionamento ha dois dias. Essa vida foi me minando aos poucos, até que percebi que quem mais precisa de ajuda sou eu. Ele tem sérios problemas de personalidade, explososivo, bipolar, depressivo, mas ao mesmo tempo quando está bem é uma pessoa maravilhosa, ele não se sente feliz do modo como ganha a vida e toda vez que usa, não tem sensação de felicidade, pelo contrário cai na hora em depressão e tem crises de perseguição e pânico. A família desistiu dele há muito tempo, eu até entendo eles, a própria mãe dele me manda cair fora sempre. Ele me culpa por termos um relacionamento destrutivo, deixei minha vida de lado para viver a dele, se ele está bem eu ficava bem, sempre tentando puxar ele para cima. O que me deixa arrasada é o fato dele não querer ajuda. Nós separamos e eu sinto uma dor enorme pq amo ele, tbm não sei mais se é amor ou dependência. Tenho um filho maravilhoso que adora ele é ontem so me ver chorando disse mãe não volta ele não merece vc, isso com apenas 11anos. Todo mundo me diz para seguir minha vida e esquecer ele, mas ao mesmo tempo que amo ele, estou sentindo ódio por ele não ter me dado nenhum valor e nem se quer tentar sair dessa mundo. Os supostos amigos sempre o cercam e ele nunca fiz não. Me dediquei total a ele é agora fico me perguntando se realmente sou culpada pelo fim. Quero muito estar com ele afinal quando está bem não existe pessoa melhor. Mas me sinto ações e minha família não sabe de nada, a família dele me manda cair fora, nossos amigos em comum tbm. Eu sinto pena e ódio dele, éramos muito ligados um no outro. Quando terminamos perdi a cbc, quebrei quase o apartamento todo, trouxe tudo que havia comprado, nos agredimos e mesmo assim em vez de me sentir aliviada, sinto a falta dele. Quero que ele se trate, procure ajuda e ainda quero voltar é Ai que me pergunto será que realmente é amor. Estou sem chão, triste e sem saber que rumo tomar tenho vontade de procurar ele, mas acabamos brigando novamente. Ele nunca me traiu, sempre foi super companheiro, mas quando é em relação a droga sempre perco.

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  13. Gostaria de saber como a gente lida com isso sem contar para a nossa família? Meus pais e irmãos acham que é apenas o alcool o problema do meu marido... e eu por dor... medo.... não conto nada....me fecho no meu mundo!

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    1. Oi sou M.C, vou me identificar assim pois não posso me expor.
      Também passei por isso, foi 2 anos escondendo da minha família tudo que eu estava passando. Foi eu quem escrevi ai o depoimento que estava gravida e meu esposo esta internado a 3 meses. Foi muito duro no começo mais infelizmente ou felizmente tive que contar para minha família. Pois ele foi internado e nao tinha como esconder mais essa situação. Escondia por medo de julgarem ele mal, apoia ler bastante sobre o assunto percebi que ele era doente e eu tinha que ajudá-lo. Depois que ele foi internado contei, só que nao contei tudo pois sabia que iriam de alguma forma fazer comentários indesejados. Apenas informei que ele teve uma recaída é a família dele achou melhor interna-lo. Pois ele já esteve internado antes de me relacionar com ele. Minha família me apoiou em tudo graças a Deus. Já faz 3 meses que ele Ta la é só o que me resta e saudade. Minha filha já esta com 3 meses também e ele só ficou com ela 17 dias.

      Boa sorte pra vc e força. Se deseja continuar com ele, estude bastante sobre o assunto e veja se ele quer sair dessa, pois não adianta só vc querer. Quem tem que querer é ele.

      Qualquer coisa deixa teu contato ou email que conversamos melhor.

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  14. Poly, por favor mande notícias suas! Como está o seu filho? Deu certo o tratamento? E o seu esposo? Tenho pensado muito em vc, venho diariamente ver se tem alguma atualização

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  15. Poly quem sabe você possa escrever um post para falarmos como acontece o lance da grana com o adicto! Meu marido por exemplo está torrando o dinheiro que ele tinha em uma poupança, tá quase acababando ( eu sei porque tenho senha dele e acompanho escondido! Ele ficou de dezembro/2015 a maio/2016 limpo, depois recaiu forte demais! Ele é mega econômico, eu trabalho e ele cuida da nossa filhota em um período ela tem 8 anos! Tenho uma pessoa que me ajuda 3 vezes na semana!
    O lance dele é assim, a cada 10 ou 12 dias ele sai umas 20 hs diz que vai tem tal lugar e volta 6.30 manhã!
    Estou prestes a desistir! Somos católicos! Sou uma mulher de muita fé! Mas tá difícil!
    Queria saber como é o lance de grana nas experiências de vocês! E minha família não sabe de nada! Apenas achavam que ele exagerava no alcool! Não vou me expor!
    Queria trocar uma experiência com você e as demais meninas!

    Grande abraço

    B.

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  16. Olá! Á cada dia amo mais esse blog, porque através da partilha de outras mulheres eu aprendo a lhe dar melhor com meu relacionamento.. Retornei há 4 meses um relacionamento com o homem que havia sido meu primeiro namorado á aproximadamente 15anos atrás, quando éramos adolescentes e ele não era adicto...iniciamos um relacionamento há 4 meses e com menos de um mês ele teve uma recaída, após muitos meses já limpo..em seguida teve outra recaída e outra, tudo no período de 1 mês, então voluntariamente decidimos o internar..ele está há 2 meses internado..está bem empenhado no tratamento, mas sei que o tratamento de fato se dá aqui fora, com a realidade só dia a dia..estou crendo que valerá a pena..um ano de internação e eu sou a que mais desejo que ele cumpra esse tempo, apesar de toda saudade..
    Estejam orando por nós..

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  17. Olá! QUERO AJUDAR VOCÊ MAE, ESPOSA; NAMORADA; IRMA,PAI, IRMAO, AMIGO DE UM ALCOOLATRA OU DEPENDENTE QUIMICO, VOCÊ QUE ESTA PERDIDO E QUE PRECISA DE AJUDA, DE DESABAFAR.
    Meu nome é Felipe sou mais um dependente quimico LIMPO e em Recuperação. E so por hoje sou feliz com minha esposa e minha familia, hoje minha vida e resumida em paz e felicidade graças ao meu poder superior maior. GOSTARIA DE AJUDAR pessoas que se sentem perdidas, que precisam desabafar se abrir e buscar conhecimento.
    Não tenho vergonha se seu namorado, marido, filho, irmão, seu parente querido está preso ou morando nas ruas ou entrando nesse mundo, aqui não tem preconceito, quero ajudar as familias.
    E os adictos que querem ajuda estou disponivel para ajudar tambem.
    Meu whats (65) 9 9217-0248

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  18. Poly, até que ponto "o comer algodão doce no parque" enquanto meu parceiro está na montanha russa demonstra amor próprio? O amor próprio não seria tomar consciência que se tenho um companheiro , quero que ele esteja comigo nos meus momentos. E não ficar esperando ele decidir quando vem?
    Já estive casada com dependente e só me libertei quando parei de esperar a decisão dele e enxerguei que mereço alguém por inteiro e presente em todos os momentos da minha vida.
    Porque todas nós merecemos viver um relacionamento saudável, todas nós. Montanha russa é legal somente nos parques de diversão.

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  19. Poly querida!

    Escreva um post para nós! Hoje penúltimo dia do ano! Não acredito que meu marido está na recaída! Que tristeza! Ele saiu ontem as 16 hs e voltou ainda a pouco 6.30 manhã!

    Temos uma filhinha de 8 anos que em breve estará com 9! Esperta! Já está sacando que o pai "faz coisa errada para ele", mas sei que assim como o dinheiro dele acabou, um dia ela vai estar um pouco maior e sacar toda a verdade!

    Ninguém da minha família sabe! Duas amigas minhas e minha terapeuta!


    Sempre uso a frase da música do Victor e Léo "Deus e eu no sertão"!

    "Deserto é lugar de passagem, não de moradia"

    Estou lendo aquele famoso livro sobre co dependência! Já tive alguns insigths! Percebi que minha dependência emocianal vem desde a minha infância!

    Cansada! Sem esperança! Triste! Mas aparentemente forte como um farol em alto mar!

    Tenho fé demais! Espero o agir de Deus! Um milagre! Ele passar mal para eu interná-lo, algo vai acontecer para eu tomar uma decisão mais drástica!

    Queria compartilhar com as meninas minha experiência! Tendo um companheiro adicto a gente experimenta sentimentos muito densos "desamor, desesperança, desespero e dor" !

    Clamo a Deus todos os dia por uma saída! Se ele não vai mudar! Eu terei que mudar! É uma pena ver famílias destruídas pelo vício! O que mais me mata é ver um homem que tem um enorme coração, que chora quando vê as mazelas e desigualdades do mundo, se acabando desse jeito! Me mata! Me corrói!

    É dor demais meu Deus!

    Por hoje peço a Deus força para ficar de pé e encher minha filha de amor e carinho!

    Um beijo no no coração e Deus te proteja sempre!

    B.

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  20. Faz 1 ano que estou me envolvendo com um adicto. Foram muitos sofrimentos já que não tenho vício nenhum, e nunca soube lidar com isto. Internei ele essa semana a pedido dele mesmo após uma recaída feia no crack, imaginem como estou me sentindo neste dia de virada de ano. Estou sofrendo, minha mãe sofre tbm. Meus irmãos me culpam pelo sofrimento dá minha mãe, a mãe dele me culpa pelo ponto que as coisas chegaram pois alega que eu facilitei para ele usar drogas. Como se eu quisesse isso pra ele. Os amigos viraram as costas. Me sinto sozinha, sem direção. A única certeza que tenho é que quero espera-lo. Quero evoluir, saber como lidar. Mas estou tão fraca que realmente não sei o que fazer. Alguém pode me aconselhar?!

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    1. Lú querida!

      Meu conselho se você ainda não é casada, é que você não entre nessa relação! Jamais! Eles não mudam por nós querida, eles só vão mudar a partir de uma mudança deles, de dentro para fora!

      Estou com meu marido a 12 anos, a história com drogas surgiu de 2013 para cá!

      Sou católica, mas já ouvi muit os testemunhos, um dos que gosto muito de ouvir é do pastor Caio Fábio falando sobre a dependência de drogas do filho dele Luke! Tem uma frase que jamais me esquecerei quando ele diz para o filho mais velho se afastar, pois quem havia gerado aquele filho tinha sido ele, por isso era preciso que ele mesmo cuidasse do filho!

      Na minha família, uma irmã que sabia virou as costas para mim, e na família dele a irmã (única irmã) também não se aprofunda!

      Meu sogro está de cama a 14 anos, e minha sogra cuida dele! Então podes imaginar como me sinto né? Como se a responsabilidade de dar uma direção seja minha!

      Mas te falo, se eu soubesse de tudo isso, jamais, jamais teria ficado com ele, depois de dentro é bem mais difícil!

      Infelizmente querida a família adora quando alguém assume o papel deles, e nós infelizmente assumimos papéis que não são nossos!

      Leia o livro sobre co dependencia!

      Se você é jovem, se afaste disso! Infelizmente é um caminho muito difícil!

      Boa sorte amada! Deus te proteja!

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    2. O meu conselho é o mesmo... eu saí de uma história dessas, mas sei q vou carregar essa dor por toda vida. Eles são doentes e a maioria deles não admite viver num eterno tratamento. É muitoc duro conviver com o estresse deles, abstinência, mentiras, grosserias, dependência pq tdo precisam d apoio... eu qro ter alguém a me dedicar, mas alguém q tbem se dedique a mim! Um homem q me traga segurança, todas merecemos isso!
      Pra mim um dq, q não esteja limpo por uns 2 anos, não tem a menor condição de se envolver com ninguém!

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    3. Oi Luciana!Também estou passando por algo semelhante,se quiser conversar me chama no whats 21983184607

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  21. Olá, Polly
    Encontrei seu blog hj,e me identifiquei. Meus pais são adictos, e meu marido tb. Não, eu não sabia que ele era qdo casamos, mas por vir de uma família disfuncional, fui permissiva com seu comportamento, e tendo a auto estima baixa, acabava sempre achando que estava errada de alguma forma, ou que aquele comportamento era normal. Os anos passaram, e só entendi que meu relacionamento era doente ( dependente e codependente) depois que fiz terapia. Meu marido já fez tratamento várias vezes, e depois recai, fica no uso, tratamento, e aquele ciclo sem fim. O relacionamento familiar sempre depende do tipo do ciclo, e estou cansada desses ciclos. Mas, não sei de a separação é a solução. Tenho procurado, me cuidar, e seguir com meus afazeres, tentando evitar que as escolhas dele me afetem. como temos uma filha, fica tufonas minhas costas, já que ele no tem compromisso. Ainda fico muito triste, qdo ele usa ... E ainda não decidi o que fazer.

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  22. Olá, Polly
    Encontrei seu blog hj,e me identifiquei. Meus pais são adictos, e meu marido tb. Não, eu não sabia que ele era qdo casamos, mas por vir de uma família disfuncional, fui permissiva com seu comportamento, e tendo a auto estima baixa, acabava sempre achando que estava errada de alguma forma, ou que aquele comportamento era normal. Os anos passaram, e só entendi que meu relacionamento era doente ( dependente e codependente) depois que fiz terapia. Meu marido já fez tratamento várias vezes, e depois recai, fica no uso, tratamento, e aquele ciclo sem fim. O relacionamento familiar sempre depende do tipo do ciclo, e estou cansada desses ciclos. Mas, não sei de a separação é a solução. Tenho procurado, me cuidar, e seguir com meus afazeres, tentando evitar que as escolhas dele me afetem. como temos uma filha, fica tufonas minhas costas, já que ele no tem compromisso. Ainda fico muito triste, qdo ele usa ... E ainda não decidi o que fazer.

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  23. É perceptível a quantidade de pessoas que passam por situações como essa e não sabem lidar, uma boa dica para o adicto é procurar uma boa clínica de reabilitação, até mesmo se a internação for involuntária. E para os familiares que passam por essa situação podem procurar um psicólogo e um grupo de apoio.
    http://grupodereabilitacao.com.br/

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  24. Ótimo texto, belas palavras. Seu blog é um grande incentivo e apoio a muitas pessoas que passam por essa situação. Mas além disso também é importante buscar ajuda médica especializada no tratamento de dependentes químicos para uma recuperação completa.
    http://reabilitacaodedrogas.com.br/

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  25. É.. tb venho aqui as vezes buscar forças.. ou entendimento.
    Vivo com meu namorado adicto.. ele foi intetnado involuntáriamente ano passado. Saiu e fomos morar juntos... frequentava NA... mas depois de 2 meses recaiu.. voltou para a ativa e desde julho do ano passado as coisas vão mal pra ele... tb fico sobrecarregada mas tb não sei o que fazer. A montanha russa em q ele vive me incomoda muito... tento planejar as coisas.. organizar a vida... mas é sempre tudo inesperado. Ando bem desanimada pra falar a verdade, mas não quero tomar decisões precipitadas.. podem me escrever se quiserem... o email é fabioemima@gmail.com

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  26. Ola! Encontrei seu blog por acaso. Estou num processo de separação, descobri após quase 11 anos, q meu marido é adicto em um grau bem severo. Foram 11 anos de mentiras, manipulação. Sustentei a vida toda, pois nada deu certo na vida dele.
    Quando eu descobri, ele se desesperou, pediu perdão...normal. Mas eu estendi a mão, fiquei ao lado dele. Mal sabia q ele estava só ganhando tempo, armando o bote. Tinha um ano q haviamos nos mudado de cidade, por vontade dele. Ele simplesmente me abandonou, sozinha com nossa filha, sem familia, sem ninguem. Me traiu, arrumou uma q aceitasse, saiu de casa e ja se enfiou na casa da outra.
    Esta acabando comigo e nossa filha, q é pequena, mas ja entende o abandono.
    Não sei oq fazer!! Ele manipula a familia, colocou todos contra mim, inventou um monte de historia, se fez de vitima. A família dele não sabe q ele é dependente. Eu me afastei, mas ele fica me machucando sempre q pode. Nunca deu um real pra filha.
    Oq devo fazer??

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